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O que é a tecnologia DHT da GWM e como ela funciona?

9 de outubro de 2026 por Thaís ReisConteúdo atualizado em 9 de outubro de 2026 por Thaís Reis

A tecnologia DHT vai além de uma transmissão: entenda o que muda na forma como os híbridos da GWM funcionam.

A tecnologia DHT é um dos elementos mais interessantes dos veículos híbridos da GWM, especialmente da família Haval. O diferencial está na forma como o sistema combina o motor a combustão com a propulsão elétrica, com o objetivo de aproveitar as características de cada um conforme as condições de condução.

E há uma engenharia bastante sofisticada por trás disso. A transmissão consegue administrar diferentes formas de propulsão, alternar a participação dos motores e selecionar a combinação mais adequada para cada situação.

O que é a tecnologia DHT da GWM?

DHT é a sigla para Dedicated Hybrid Transmission, expressão que significa transmissão dedicada a carros híbridos. Como o próprio nome sugere, trata-se de um sistema desenvolvido especificamente para trabalhar com motores elétricos e a combustão, em vez de adaptar uma transmissão convencional a um conjunto eletrificado.

Essa diferença é importante porque um carro híbrido precisa administrar não apenas a velocidade e a força transmitida às rodas, mas também a participação de cada motor.

Dependendo da situação, a eletricidade pode assumir a propulsão, o motor a combustão pode gerar energia ou ambos podem atuar diretamente no movimento do veículo.

É justamente essa flexibilidade que torna a DHT tão interessante. O sistema consegue aproveitar o torque imediato dos motores elétricos em baixas velocidades e recorrer ao motor a combustão quando sua participação oferece vantagens para a operação.

Na família Haval H6, por exemplo, a tecnologia faz parte de uma arquitetura híbrida que combina gerenciamento eletrônico, transmissão mecânica e diferentes estratégias de utilização da energia.

O que diferencia a DHT de um câmbio automático convencional?

A principal diferença está na função que cada transmissão desempenha. Em um carro tradicional, o câmbio automático administra as relações de marcha para aproveitar a potência e o torque produzidos pelo motor. Na DHT, essa tarefa faz parte de um conjunto maior, que também precisa integrar diferentes fontes de propulsão.

E aqui aparece uma particularidade interessante: a DHT pode utilizar menos marchas mecânicas do que uma transmissão automática convencional. Isso é possível porque o motor elétrico oferece torque em uma ampla faixa de funcionamento, o que reduz a necessidade de múltiplas relações para atender determinadas condições de condução.

Na linha Haval H6 2027, por exemplo, a GWM apresentou configurações com transmissões DHT de duas e quatro marchas. As relações adicionais permitem ampliar as possibilidades de conexão mecânica do motor a combustão às rodas e selecionar condições de operação adequadas a diferentes velocidades.

Quais carros da GWM utilizam a tecnologia DHT?

Embora o Haval H6 seja o principal representante da tecnologia DHT no Brasil, a GWM utiliza essa arquitetura híbrida em diferentes veículos de seu portfólio internacional. Entre os exemplos estão:

  • GWM Haval H6 HEV: uma das aplicações mais conhecidas da DHT, combina motor a combustão e propulsão elétrica em um sistema híbrido autorrecarregável.
  • GWM Haval H6 PHEV: utiliza a tecnologia em uma configuração híbrida plug-in, com bateria recarregável externamente e possibilidade de condução exclusivamente elétrica.
  • GWM Haval Jolion HEV: SUV compacto comercializado em mercados internacionais, utiliza a transmissão híbrida dedicada para administrar a atuação dos motores elétrico e a combustão.
  • GWM Wey Coffee 01 (Mocca): SUV híbrido plug-in de categoria superior, que recebeu a tecnologia DHT em sua arquitetura de propulsão eletrificada.
  • GWM Wey Coffee 02 (Latte): outro representante da família Wey, com versões híbridas plug-in que utilizam a arquitetura DHT.

Esses modelos mostram como a GWM adaptou o conceito da transmissão híbrida dedicada a diferentes categorias de veículos. A tecnologia também evoluiu ao longo dos anos, com mudanças nas relações de marcha, nos sistemas de gerenciamento e na integração dos motores.

A tecnologia DHT realmente ajuda a economizar combustível?

Sim, e a explicação está na maneira como a tecnologia utiliza as características de cada motor. Um motor a combustão apresenta diferentes níveis de eficiência conforme a rotação e a carga de trabalho. Já o motor elétrico consegue oferecer torque imediato e recuperar parte da energia que normalmente seria dissipada durante as frenagens.

A DHT procura aproveitar essas particularidades. Em determinadas condições, a propulsão elétrica reduz a necessidade de utilizar combustível. Em outras, o motor a combustão pode trabalhar em uma faixa de operação mais favorável, sozinho ou em conjunto com os motores elétricos.

O que a tecnologia DHT revela sobre a evolução dos carros híbridos?

Durante muito tempo, a eletrificação foi associada principalmente à presença de uma bateria e de um motor elétrico. Hoje, tecnologias como a DHT mostram que a inteligência por trás da integração dos componentes é tão importante quanto a potência de cada motor.

O avanço das transmissões híbridas permite explorar diferentes estratégias de propulsão, melhorar o aproveitamento da energia e oferecer uma experiência de condução que combina características dos motores elétricos e a combustão.

A GWM é um exemplo desse movimento, mas a evolução da engenharia híbrida faz parte de uma transformação mais ampla do setor automotivo. E conhecer essas tecnologias ajuda a entender as diferenças entre os veículos disponíveis no mercado.

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