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Quanto custa uma autoescola no Brasil hoje?

19 de janeiro de 2026 por Thaís ReisConteúdo atualizado em 19 de janeiro de 2026 por Thaís Reis

O preço da CNH deixou de ser um número único. Com mais caminhos possíveis, o custo depende das escolhas feitas ao longo do processo, não apenas da autoescola.

A pergunta “quanto custa uma autoescola” mudou de sentido em 2026. Até pouco tempo, o pacote fechado era praticamente o caminho único e os preços facilmente passavam de R$ 3 mil, chegando a R$ 5 mil em muitas cidades.

Agora, com as mudanças aprovadas pelo Contran e a possibilidade de fazer a parte teórica fora do modelo tradicional, o custo da primeira CNH tende a cair forte, com estimativas oficiais na casa de até 80 por cento de redução, dependendo do caso.

Na prática, isso não significa que “tirar carteira ficou barato para todo mundo”. Significa que o candidato ganhou mais caminhos e mais combinações de custo.

Quem aprende rápido e compra só o mínimo obrigatório pode gastar bem menos. Quem precisa de mais aulas, reprova em prova, ou mora onde o mercado cobra mais, ainda paga caro.

O novo patamar de preço

Com a flexibilização do modelo e com a redução de exigências mínimas em algumas etapas, a CNH pode sair por algo perto de R$ 700 a R$ 900 em muitos cenários, mas continua com grande variação.

Em alguns casos, ainda passa de R$ 2.000, sobretudo se houver mais aulas práticas e repetição de exames.

A diferença central é esta: antes, o pacote completo dominava. Agora, cresce a lógica de contratar por partes, com teoria fora da autoescola e prática mais enxuta ou avulsa, conforme a necessidade.

Quanto custa “autoescola” no sentido tradicional, o pacote completo?

Mesmo com regra nova, muitas pessoas ainda optam por fechar com CFC por conveniência, por apoio com agenda, por documentação e por rotina de aulas.

Nesses casos, o custo costuma ficar acima do modelo independente, mas já há autoescolas ajustando tabela e vendendo pacotes menores ou aulas avulsas.

Como referência de mercado em 2026, um pacote completo pode ficar frequentemente entre R$ 2.000 e R$ 3.500, variando por cidade, demanda e condições do aluno.

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Onde a economia acontece quando a pessoa faz “CNH sem autoescola”?

A economia tende a aparecer principalmente em dois pontos:

  • Parte teórica fora do CFC, com curso digital e menor dependência de material e estrutura da autoescola.
  • Compra de menos horas de prática, se o candidato evolui com poucas aulas e contrata apenas o mínimo ou um pouco além.

Só que existe um detalhe importante: mesmo com teoria mais acessível, os custos não viram zero, porque exames, taxas do Detran e prática supervisionada continuam no caminho.

Quais são as taxas obrigatórias?

  • Abertura do processo no Detran
    Valor cobrado para iniciar a habilitação. Pode aparecer como “serviço de habilitação” ou “captura de dados”, com nomes diferentes conforme o estado.
  • Exame médico
    Avalia aptidão física e condições básicas para dirigir. O preço muda por credenciamento e tabela local.
  • Avaliação psicológica
    Exigida para a primeira habilitação. Também varia conforme regras e valores praticados no estado.
  • Taxa da prova teórica
    Cobre a aplicação do exame de legislação, mesmo quando o candidato faz a preparação fora da autoescola.
  • Taxa da prova prática
    Valor para realizar o exame de direção. Em muitos lugares, é uma das taxas mais altas do processo.
  • Emissão da CNH
    Cobrança para gerar e emitir o documento após aprovação, com variação por estado e formato.
  • Taxa de reprova ou remarcação
    Se houver reprovação ou necessidade de novo agendamento, podem existir taxas extras para repetir a prova, além de custos adicionais com aulas.

Esses itens mudam bastante conforme o estado e, em alguns casos, até conforme a forma de contratação do serviço.

Por isso, quando alguém diz que “tirou CNH por X reais”, o número costuma refletir não só aulas, mas também a combinação específica de taxas locais e se houve repetição de etapas.

O que ainda entra na conta, mesmo sem autoescola?

Todos citados acima. Em geral, o custo total sempre mistura três blocos:

  • Taxas e aberturas do processo no Detran, que variam por estado
  • Exames médico e psicológico, com valores máximos e ajustes anunciados como parte das mudanças
  • Aulas práticas e prova prática, que seguem como principal componente do gasto em muitos casos

Por isso, a variação continua grande. Quem faz poucas aulas e passa de primeira vê a CNH cair para um patamar bem mais baixo. Quem precisa de reforço ou enfrenta reprovação perde parte da economia.

No fim, o preço da CNH deixou de ser um número único. Com a alternativa de fazer parte do processo fora do pacote tradicional, mais gente consegue montar um caminho compatível com o próprio orçamento.

Ainda assim, a conta final segue ligada a fatores bem concretos, como quantidade de aulas práticas, taxas estaduais e o risco de reprovação. Por isso, vale comparar formatos, entender o que é obrigatório e escolher o modelo que dá previsibilidade, não só o menor valor anunciado.

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