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Marcas de carros que mais cresceram no Brasil: veja os destaques dos últimos anos

13 de agosto de 2026 por Thaís ReisConteúdo atualizado em 13 de agosto de 2026 por Thaís Reis

BYD, GWM e Caoa Chery avançaram no mercado nacional e ajudam a redesenhar o ranking das marcas mais vendidas.

O mercado brasileiro de carros mudou bastante nos últimos anos. E os números ajudam a mostrar o tamanho dessa transformação.

Além da recuperação dos emplacamentos após os anos mais difíceis da pandemia, novas marcas ganharam espaço, fabricantes tradicionais voltaram a crescer e as chinesas passaram a ocupar posições cada vez mais relevantes no ranking nacional.

O movimento ficou especialmente claro em 2024. Segundo a Fenabrave, foram cerca de 2,48 milhões de automóveis e comerciais leves emplacados no país, alta de aproximadamente 14% em relação a 2023 e o maior volume desde 2019.

Mas quais marcas aproveitaram melhor esse crescimento? A BYD aparece como o caso mais expressivo, enquanto nomes como GWM e Caoa Chery ajudam a mostrar como a composição do mercado brasileiro ficou mais diversa.

BYD dispara no mercado brasileiro

Poucas marcas avançaram tão rápido no Brasil quanto a BYD. Em poucos anos, a fabricante deixou de ter presença praticamente residual para disputar espaço com algumas das marcas mais tradicionais do país.

Os números mostram bem essa trajetória. Em 2022, a BYD registrou somente 260 veículos. Em 2023, foram 17.937. O salto seguinte foi ainda mais significativo: 76.713 unidades em 2024.

Em 2025, a fabricante chegou a 112.814 veículos, crescimento superior a 47% sobre o ano anterior.

A sequência chama atenção:

2022: 260 veículos
2023: 17.937 veículos, crescimento de cerca de 6.800%
2024: 76.713 veículos, alta de cerca de 327%
2025: 112.814 veículos, avanço de mais de 47% em relação a 2024

Fonte: BYD, com dados da Fenabrave.

Mais importante do que observar apenas as taxas percentuais é perceber como a base de vendas cresceu. Depois de saltar de algumas centenas para milhares de unidades, a BYD conseguiu manter forte expansão mesmo com volumes muito maiores.

Em 2025, a marca já apareceu em sétimo lugar entre as fabricantes de automóveis, com 111.683 unidades e participação de 5,59% nesse segmento.

GWM entra de vez na disputa

A transformação não passa apenas pela BYD. A GWM é outro exemplo importante da rápida entrada das fabricantes chinesas no mercado brasileiro.

A marca iniciou oficialmente suas vendas no país em 2023 e construiu espaço principalmente com modelos eletrificados, como os das famílias Haval e Ora.

Em 2025, a GWM registrou 41.504 automóveis, o equivalente a 2,08% do segmento. O resultado colocou a fabricante à frente de marcas com presença histórica no Brasil em volume de automóveis.

A participação nos híbridos chama ainda mais atenção. Foram 36.062 unidades em 2025, o equivalente a 17,76% desse mercado.

O desempenho de BYD e GWM mostra que a eletrificação deixou de ocupar apenas um nicho e passou a interferir diretamente na disputa por participação entre as fabricantes.

Caoa Chery antecipou o avanço chinês

Antes de BYD e GWM acelerarem a expansão no país, a Caoa Chery já havia aumentado sua presença no mercado brasileiro.

A estratégia combina produção nacional e uma gama fortemente concentrada em SUVs, segmento que ganhou importância no Brasil ao longo dos últimos anos.

Em 2025, a Caoa Chery somou 71.433 automóveis e alcançou 3,58% de participação. O volume colocou a marca na 11ª posição entre as fabricantes de automóveis.

É um caso diferente das estreantes chinesas. A Caoa Chery teve mais tempo para construir rede, produção local e reconhecimento, enquanto a nova onda chegou com forte aposta em veículos híbridos e elétricos.

O Brasil voltou a comprar mais carros

O avanço dessas marcas também acontece em um momento de crescimento do mercado brasileiro.

Segundo a Fenabrave, 2.715.403 veículos foram emplacados no primeiro semestre de 2026, alta de 16,01% em relação às 2.340.564 unidades registradas no mesmo período de 2025. Foi o melhor primeiro semestre desde 2011.

Só em junho, foram 488.420 veículos emplacados. Na comparação com junho de 2025, o crescimento chegou a 18,96%.

Os números reforçam que o avanço de marcas como BYD, GWM e Caoa Chery ocorre em um mercado aquecido. Ainda assim, algumas fabricantes crescem acima da média e conquistam uma fatia cada vez maior das vendas nacionais.

Crescer muito não significa necessariamente vender mais

É importante fazer uma distinção. A marca que mais cresce em percentual não é necessariamente a que mais vende carros no Brasil.

Fabricantes que partem de bases pequenas conseguem registrar taxas de expansão muito superiores às líderes tradicionais. Já marcas como Volkswagen, Fiat, Chevrolet e Hyundai precisam adicionar dezenas de milhares de unidades para conquistar alguns pontos percentuais de crescimento.

Hyundai Creta

Em 2025, por exemplo, a Volkswagen liderou o segmento de automóveis, com 365.798 unidades e 18,32% de participação. A Fiat apareceu na sequência, com 303.953 carros e 15,22%.

Chevrolet e Hyundai completaram as quatro primeiras posições, com 223.165 e 200.583 unidades, respectivamente. A BYD, apesar do crescimento muito superior em termos percentuais, terminou o ano com 111.683 automóveis no ranking da categoria.

É justamente essa diferença entre volume e ritmo de crescimento que ajuda a entender a transformação do mercado.

O que explica o crescimento dessas marcas no Brasil?

Não existe uma única resposta. O avanço recente combina diferentes fatores.

Um deles é a expansão dos SUVs, categoria que passou a ocupar uma parcela cada vez maior do mercado brasileiro. Outro é a chegada de híbridos e elétricos a faixas de preço mais competitivas.

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Também pesa a ampliação do número de fabricantes presentes no país. BYD e GWM são os exemplos mais consolidados dessa nova fase, enquanto outras empresas chinesas começam a disputar espaço.

Ao mesmo tempo, investimentos em produção nacional indicam que parte dessas fabricantes pretende construir uma operação de longo prazo no Brasil.

O resultado aparece nos números: o mercado continua liderado por fabricantes tradicionais, mas a distância entre os grupos começa a mudar.

Para quem procura um seminovo, essa transformação também merece atenção

O crescimento de uma marca no mercado de carros novos tende, com o tempo, a aumentar também sua presença entre os seminovos.

Quanto mais veículos chegam às ruas, maior tende a ser a oferta futura no mercado secundário. Isso amplia as possibilidades de escolha e coloca novas tecnologias, equipamentos e propostas ao alcance de quem procura um carro seminovo.

Por isso, acompanhar o ranking de emplacamentos não serve apenas para descobrir quem vende mais. Ele também oferece uma prévia de quais marcas e modelos devem aparecer com maior frequência no mercado de seminovos nos próximos anos.

E, olhando para os números recentes, uma coisa parece clara: o mapa das marcas mais presentes nas ruas brasileiras está em plena transformação.

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