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Ferrari confirma Luce, seu primeiro carro 100% elétrico

16 de abril de 2026 por Thaís ReisConteúdo atualizado em 16 de abril de 2026 por Thaís Reis

O primeiro elétrico da Ferrari ainda vai revelar muitos detalhes até a estreia. Design, desempenho e tecnologia seguem em evolução e prometem movimentar o mercado.

A Ferrari já tem um nome para seu primeiro carro 100% elétrico: Luce. E ele não surge apenas como mais um modelo na linha, mas como a proposta que marca a entrada definitiva da marca na era da eletrificação.

Mais do que acompanhar uma tendência do mercado, o Luce representa uma mudança estratégica. A Ferrari aposta em um elétrico que preserve desempenho, exclusividade e experiência ao volante, elementos que sempre definiram a marca, agora adaptados a uma nova realidade.

A Ferrari sempre resistiu à eletrificação, mas o cenário mudou

Durante muito tempo, a Ferrari adotou uma postura cautelosa em relação aos elétricos. A marca apostou primeiro em soluções híbridas, como o LaFerrari, lançado em 2013, e depois o SF90 Stradale, já com uma proposta mais avançada de eletrificação.

SF90 Stradale

A lógica era clara. Manter desempenho extremo sem abrir mão da identidade. E, principalmente, evoluir a tecnologia sem romper com o que o público espera de um Ferrari.

Hoje, marcas de alto desempenho como Porsche, Tesla e até startups especializadas já provaram que carros elétricos podem entregar aceleração brutal. O Tesla Model S Plaid, por exemplo, faz de 0 a 100 km/h em cerca de 2 segundos. O Porsche Taycan também redefiniu o que se espera de um esportivo elétrico.

A Ferrari não ficou parada. Apenas escolheu o tempo certo para entrar.

Do projeto Elettrica ao nome Luce

Antes de ser Luce, o projeto ficou conhecido como “Elettrica”. Era um nome interno, usado para identificar o desenvolvimento do primeiro modelo totalmente elétrico da marca.

A escolha por “Luce” não é aleatória. Em italiano, significa luz. A palavra carrega um simbolismo forte, que aponta para inovação, futuro e uma nova direção.

Ao mesmo tempo, mantém a tradição da Ferrari de usar nomes com significado emocional, não apenas técnico. Esse cuidado com narrativa mostra que o carro não será tratado como um experimento. Ele nasce como parte legítima da linhagem da marca.

Quando o Ferrari Luce será lançado?

A Ferrari já deixou claro que o lançamento acontece em etapas ao longo de 2026. A estratégia segue um padrão que a marca costuma adotar:

  • Primeiro, revela detalhes técnicos e avanços de engenharia
  • Depois, apresenta o design e o conceito completo
  • Por fim, faz a estreia oficial do modelo

Essa construção gradual mantém o interesse alto e reforça o caráter exclusivo do projeto. Além disso, a Ferrari inaugurou recentemente uma nova fábrica em Maranello, conhecida como e-building, dedicada justamente à produção de modelos eletrificados. É ali que o Luce deve nascer.

O que já se sabe sobre o primeiro Ferrari elétrico?

Executivos da marca e materiais preliminares indicam que o carro nasce com uma proposta diferente da maioria dos elétricos de alto desempenho atuais. A ideia não é apenas ser rápido. É ser um Ferrari, mesmo sem motor a combustão.

Ferrari, detalhes

Arquitetura própria e desenvolvimento interno

A Ferrari decidiu desenvolver internamente os principais componentes do sistema elétrico. Isso inclui motores, inversores e softwares de controle.

Na prática, isso coloca o Luce em um nível diferente de muitos concorrentes, que utilizam plataformas compartilhadas ou tecnologias de terceiros.

Essa decisão permite um controle mais preciso sobre:

  • entrega de potência
  • comportamento dinâmico
  • integração entre hardware e software

Além disso, a produção acontece no novo complexo da marca em Maranello, o chamado e-building, preparado justamente para modelos eletrificados.

Desempenho extremo, mas mais refinado

Sim, o Luce será rápido. Muito rápido.

As estimativas apontam aceleração de 0 a 100 km/h na casa de 2,5 segundos, colocando o modelo no mesmo patamar dos elétricos mais rápidos do mundo.

Mas aqui entra um ponto interessante.

O CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, já indicou que a marca não quer simplesmente entregar aceleração brutal sem controle. Segundo ele, níveis extremos podem até causar desconforto físico, algo que a Ferrari quer evitar.

A proposta, então, muda um pouco o foco.

Em vez de buscar apenas números impressionantes, o Luce deve entregar uma aceleração progressiva, controlada e mais utilizável no dia a dia. Algo que combine desempenho com fluidez.

Cinco pilares que guiam o projeto

O desenvolvimento do Luce gira em torno de cinco pilares principais, que definem a experiência ao volante:

  • aceleração longitudinal
  • aceleração lateral
  • frenagem
  • sensação de trocas de marcha
  • som

Esse último ponto mostra bem a preocupação da Ferrari em recriar sensações conhecidas, mesmo em um carro elétrico.

Um exemplo interessante está nas borboletas atrás do volante. Em vez de trocar marchas de fato, elas devem atuar no ajuste de entrega de torque, simulando variações que lembram um carro a combustão.

Experiência de condução como prioridade

Se existe um ponto crítico para o Luce, é a experiência ao dirigir.

Motores elétricos são eficientes e rápidos, mas muitas vezes entregam uma condução considerada “linear demais” por entusiastas. A Ferrari quer fugir disso.

A marca trabalha em diferentes frentes:

  • calibração refinada da entrega de torque
  • respostas mais progressivas ao acelerador
  • interação maior do motorista com o carro

A ideia é evitar aquela sensação de aceleração instantânea sem nuance, comum em alguns elétricos.

Aqui, entra mais engenharia do que potência bruta.

Som artificial, mas com identidade

Sem motor a combustão, o som precisa ser criado.

A Ferrari não pretende simplesmente adicionar um ruído qualquer. O trabalho envolve desenvolver uma assinatura sonora própria, com frequências ajustadas para serem agradáveis e coerentes com a proposta do carro.

O objetivo não é imitar um V8 ou V12 de forma literal.

É criar uma nova identidade sonora que ainda transmita emoção.

Autonomia, potência e proposta de uso

Outro ponto importante é que o Luce não será um carro apenas para uso ocasional. As projeções indicam:

  • autonomia superior a 500 km
  • potência na casa dos quatro dígitos
  • configuração com quatro portas

Esse conjunto sugere um posicionamento mais versátil, próximo de um grand tourer moderno. Ou seja, um Ferrari que pode ser usado no dia a dia, sem abrir mão de desempenho extremo.

O impacto do Luce no mercado de luxo

O lançamento do primeiro Ferrari elétrico não afeta apenas a marca. Ele sinaliza uma mudança importante em todo o segmento de superesportivos. Quando uma marca com o peso da Ferrari entra em um novo território, ela valida esse movimento.

Outras fabricantes já estão nesse caminho:

  • Lamborghini prepara seu primeiro elétrico para os próximos anos
  • McLaren também estuda modelos totalmente elétricos
  • Porsche já consolidou o Taycan como referência

A diferença é que a Ferrari sempre teve uma postura mais conservadora nesse aspecto. Por isso, o Luce tem um peso simbólico maior.

Ele não chega apenas para competir. Ele chega para redefinir expectativas.

Sustentabilidade também entra na equação

Embora desempenho continue no centro, a eletrificação também atende a uma demanda crescente por sustentabilidade.

Regulamentações mais rígidas na Europa e em outros mercados pressionam as montadoras a reduzir emissões. Mesmo marcas de baixo volume, como a Ferrari, precisam se adaptar.

O Luce faz parte dessa estratégia.

Mas a Ferrari deixa claro que não se trata apenas de cumprir regras. A ideia é integrar eficiência energética com performance de alto nível.

O desafio de manter exclusividade

Outro ponto importante é a exclusividade. Ferraris nunca foram apenas carros. São objetos de desejo, com produção limitada e alto valor simbólico.

O Luce precisa manter esse posicionamento, mesmo com uma tecnologia que tende a se tornar mais comum ao longo do tempo.

Isso passa por vários fatores:

  • Produção controlada
  • Personalização elevada
  • Experiência de compra diferenciada
  • Posicionamento de preço alinhado ao restante da linha

A eletrificação muda o tipo de motor, mas não muda o papel da marca no mercado.

O que esperar do futuro da Ferrari?

O Luce não será um caso isolado.

A Ferrari já declarou que pretende ampliar sua linha de modelos eletrificados nos próximos anos. Isso inclui tanto híbridos quanto novos elétricos.

A expectativa é que, até o fim da década, uma parte significativa do portfólio já tenha algum nível de eletrificação.

Ainda assim, os motores a combustão não desaparecem de imediato. Eles continuam presentes, especialmente em modelos mais tradicionais.

O que muda é o equilíbrio. A Ferrari passa a operar em múltiplas frentes, combinando tradição e inovação de forma mais intensa do que nunca.

Curtiu acompanhar essa nova fase da Ferrari? Então vale ficar de olho: o mercado automotivo está mudando rápido, e as novidades não param! 😉

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