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Por que tanta gente associa a Volvo à segurança? A história explica

19 de outubro de 2026 por Thaís ReisConteúdo atualizado em 19 de outubro de 2026 por Thaís Reis

Marca sueca hoje faz parte de grupo chinês mas mantém seu DNA de ser referência em fazer carros seguros.

Volvo e segurança são palavras que se confundem e até extrapolam o setor automotivo. A marca sueca sempre foi referência no assunto desde sua fundação, nos anos 1920.

Nesse quase um século de história, foi pioneira em equipamentos que deixaram os carros mais seguros, sendo seguida pelas concorrentes, o que contribuiu para a melhoria da segurança viária geral.

Hoje a marca pertence ao Grupo Geely. Mas nunca deixou de lado seu DNA.

Afinal, essa preocupação com segurança nasceu junto com a Volvo, em 1927, quando seus seus fundadores Assar Gabrielsson e Gustav Larsson registraram em ata: “Veículos são feitos por pessoas e para transportar pessoas. Por isso o princípio básico para todo o trabalho, do desenvolvimento à produção, deve ser sempre a segurança”.

Escrito e feito. A Volvo foi a responsável por fazer não só automóveis com nível diferenciado e elevado de segurança, como criou itens e equipamentos que se difundiram e hoje são usados em larga escala pela indústria automotiva em geral. O que tornou a marca sinônimo de segurança.

Neste conteúdo vamos mostrar algumas dessas inovações e pioneirismos da Volvo em termos de segurança veicular. Lembrando que na Localiza Seminovos você encontra as melhores ofertas de Volvo e de carros de outras marcas.

1959 – Volvo e o cinto de segurança de três pontos

Você sabia que o cinto de segurança de três pontos foi criado pela Volvo? Ele foi idealizado por Nils Bohlin no PV544, uma espécie de fastback para a época. Curioso é que o cinto foi duramente criticado e chegou a ser classificado como uma  “infração aos direitos humanos”.

Antes os cintos eram apenas sub-abdominais. Importante ressaltar que a montadora abriu mão do direito da patente industrial do cinto de três pontos. Hoje regra nos veículos, estima-se que o dispositivo tenha salvado milhões de vidas nas últimas décadas.

1972 – Cadeirinha invertida

No começo dos anos 1970 a Volvo foi buscar inspiração no espaço para criar um dispositivo de retenção infantil revolucionário.

Com base na posição das poltronas dos astronautas, a marca criou uma cadeira infantil para veículos voltada para o sentido contrário do veículo e inclinada, o que ajuda a minimizar lesões em caso de acidentes.

1978 – Booster

Mais uma inovação da Volvo em termos de segurança infantil a bordo. O assento de elevação – conhecido como booster -, em conjunto com o cinto, permitiu a crianças maiores viajarem adequadamente e protegidas no banco traseiro.

Em 1990, inclusive, a Volvo lançou as séries 800 e 900 com um booster já integrado ao banco traseiro. Bastava puxar o assento que ficava embutido no encosto.

1976 – Sonda lambda

A peça não diz respeito à segurança veicular diretamente, mas contribui para a segurança climática e um ar menos poluído.

A sonda lambda é um sensor que indica a presença de oxigênio nos gases do escapamento e, a partir destas informações, dosa a quantidade de combustível injetado no motor.

Estudos apontam que a peça foi responsável por reduzir as emissões de poluentes dos veículos em cerca de 90%.

1991 – Proteção contra impactos laterais

O Sistema de Proteção Contra Impactos Laterais (SIPS) implantado pela Volvo em seus carros foi importante para a segurança dos veículos a partir da década de 1990. A estrutura aprimorou a absorção de impactos e as áreas de deformação em batidas laterais.

1998 – Proteção contra o efeito chicote

Na dinâmica de uma colisão traseira, a cabeça dos ocupantes tende a ir para a frente e depois voltar para o encosto com violência. É o chamado efeito chicote, que pode provocar lesões graves no pescoço.

O dispositivo inventado pela Volvo atende pela sigla WHIPS e traz uma estrutura em que assentos, encostos e apoios do banco “acompanhem” os movimentos do corpo em tais situações e minimizem esse efeito chicote. Estreou no sedã S80.

1998 – Airbags de cabeça

O S80 também foi o carro da Volvo escolhido para inaugurar outro importante sistema de segurança passiva a bordo. Airbags frontais e laterais já eram uma realidade, mas a fabricante sueca criou os airbags do tipo cortina.

O nome é uma referência às bolsas que são dispostas em forma de cortina na parte superior e lateral do teto e que se inflam em 25 milésimos de segundo após uma colisão. Elas podem proteger em até 75% o impacto nas cabeças dos ocupantes do veículo.

2002 – Sistema anti-capotamento

Em 2002 a empresa aprimorou os sistemas eletrônicos de estabilidade, que atendem pela sigla ESC. A Volvo incluiu neste pacote de segurança um módulo eletrônico de controle de rolagem para minimizar as chances de capotamento.

Ao mesmo tempo, a estrutura e a carroceria dos carros da marca foram aprimorados para ajudar a aumentar a proteção em casos de capotamento. O teto, por exemplo, passou a usar aços nobres de alta resistência.

2003 – Sensor de ponto cego

O BLIS (sigla em inglês para sistema de informação de ponto cego) também estreou no sedan topo de linha da marca, o S80. A primeira geração do equipamento se valia de câmeras para detectar veículos em pontos cegos e emitir um aviso visual no espelho retrovisor externo.

2008 – City Safety

Os primeiros recursos de condução semi-autônoma em um carro produzido em série começaram pelo SUV XC60. O sistema City Safety da Volvo teve início lá em 2008. O equipamento detecta a aproximação de um carro à frente e aciona os freios sozinho até 50 km/h caso não perceba qualquer reação por parte do motorista.

A Volvo se baseou em estudos que apontaram que 75% dos acidentes de trânsito ocorrem em velocidades de até 30 km/h. E que em metade dos choques traseiros o motorista que vinha no carro de trás não conseguiu frear.

2010 – Airbag de pedestre

O Volvo V40 lançado na primeira metade dos anos 2010 teve uma interessante inovação em termos de segurança. Foi o primeiro veículo no mundo a ter um airbag dedicado a pedestres.

O equipamento funciona por meio de vários sensores no para-choque dianteiro que percebem os pedestres. Em caso de atropelamento,  o capô é elevado e uma bolsa de ar externa é disparada visando minimizar o impacto do transeunte com o veículo.

2016 – Carros da Volvo conectados com a segurança

O aprimoramento da conectividade veicular e da telemetria fez com que os veículos começassem a conversar entre si. Desta maneira, a Volvo passou a testar, em alguns mercados, o compartilhamento de informações sobre condições da pista e até acionamento das luzes de emergência.

Dessa maneira, motoristas de outros veículos conectados recebem alertas sobre determinadas situações que possam encontrar mais à frente. Em 2024, esse sistema foi implementado na Dinamarca com alertas sobre acidentes que ocorreram no itinerário.

2018 – Sistema de proteção de colisões frontais

Ainda na década de 2010, a fabricante introduziu em seu line-up um dispositivo de mitigação de colisões frontais. O sistema percebe se um carro em direção contrária invade a pista e freia o automóvel sozinho para minimizar o impacto.

2023 – Driver Understanding System

Mais recentemente a Volvo apresentou o Driver Understanding System, algo como sistema de compreensão do motorista. O equipamento monitora o condutor em tempo real e detecta sinais de distração, sonolência ou mesmo atitudes repetitivas ou reações mais lentas ao volante.

Volvo e seu centro de testes de segurança

A Volvo tem um centro de testes de segurança veicular em Gotemburgo (Suécia) desde 2000. O complexo funciona dentro da fábrica de onde saiu o primeiro carro da marca e desde a inauguração já realizou mais de 7 mil avaliações. Em média, um novo automóvel da montadora é submetido a um crash test por dia.

O laboratório reúne duas pistas de testes, com 108 e 154 metros de extensão. A pista mais curta, por exemplo, permite a realização de exercícios de colisão em diferentes ângulos e velocidades, ou de batidas entre dois veículos em movimento a velocidades de até 120 km/h.

Por lá, também são feitos aqueles testes onde os carros despencam de uma altura de 30 metros, correspondente a um prédio de sete andares. O objetivo é simular danos severos de acidentes extremos.

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