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Dia do Fusca: 10 curiosidades que todo fã vai amar

22 de janeiro de 2026 por Thaís ReisConteúdo atualizado em 22 de janeiro de 2026 por Thaís Reis

Um clássico que o Brasil adotou de vez e que ainda rende boas histórias!

No Dia do Fusca, celebrado em 20 de janeiro, o carinho por esse clássico ganha ainda mais destaque.

A data homenageia um dos carros mais populares da história, responsável por marcar gerações e criar uma relação afetiva rara entre pessoas e automóveis.

Para entrar no clima, reunimos 10 curiosidades que ajudam a entender por que o Fusca segue tão presente na memória coletiva. Um ícone, carismático e cheio de histórias para contar.

1) O Dia do Fusca no Brasil é 20 de janeiro, mas existe outra data “oficial”

No Brasil, o Dia Nacional do Fusca ficou associado a 20 de janeiro, data que se popularizou a partir de uma iniciativa conjunta de entusiastas e da própria Volkswagen, com comemorações organizadas desde o fim dos anos 1980.

Só que existe também 22 de junho, reconhecida por muitos fãs como Dia Mundial do Fusca, o que explica por que você encontra calendários e encontros com datas diferentes.

2) A história brasileira do Fusca começa com um detalhe bem “Brasil indústria”: nacionalização de peças

Muita gente liga a origem do Fusca no país ao início da produção nacional na Volkswagen, em São Bernardo do Campo.

Há registros de que, em 1959, o carro já saía com um nível relevante de peças feitas aqui, etapa essencial para ele deixar de ser só montado e passar a ter “cara” de produto nacional.

Isso conversa com o Brasil daquela época: um país que acelerava a industrialização e precisava formar cadeia de fornecedores, mão de obra e infraestrutura para sustentar produção em escala.

3) O Brasil virou um dos grandes “lares” do Fusca no planeta

Em volume, o Brasil não foi coadjuvante. Estimativas citadas por veículos especializados apontam mais de 3,3 milhões de unidades produzidas aqui, somando a fase principal e o retorno nos anos 1990.

Quando você pensa que a produção mundial do Fusca clássico passa de 21,5 milhões, dá para entender o tamanho do Brasil nessa história.

4) “Fusca” é um apelido que o Brasil adotou com tanta força que virou identidade

O nome oficial por muito tempo foi Volkswagen Sedan no mercado brasileiro.

Ainda assim, “Fusca” venceu na cultura popular, associado à forma como brasileiros abrasileiraram a sigla VW e ao jeito como o apelido se espalhou no boca a boca.

Esse é um traço bem nosso: a gente rebatiza aquilo que entra no cotidiano, e quando o apelido “pega”, ele vira a verdade.

5) O Fusca ajudou a formar uma geração de mecânicos no Brasil

A mecânica simples e robusta virou quase uma escola prática.

Em muitas cidades, o Fusca foi o carro que mais ensinou diagnóstico “no ouvido”, manutenção básica e improviso inteligente, especialmente em épocas de estrada ruim e peças nem sempre fáceis.

Essa relação com oficina de bairro é parte do folclore do Fusca no Brasil: motor traseiro, acesso direto, soluções práticas e uma comunidade que troca dica como se fosse receita de família.

6) O retorno nos anos 1990 foi política pública, não só nostalgia

O chamado Fusca Itamar voltou às linhas de montagem em 1993, depois de ter saído de linha em 1986, ligado ao contexto de incentivos e à ideia de carro mais acessível no início dos anos 1990.

Esse capítulo é muito brasileiro porque mistura economia, política e cultura.

Para uns, o retorno simbolizou um resgate afetivo. Para outros, soou como contramão da modernização. O fato é que virou um dos episódios mais comentados da indústria automotiva nacional.

7) A Série Ouro marcou a despedida brasileira com cara de “edição de colecionador”

Quando o Fusca encerrou a segunda fase de produção no Brasil, apareceu uma despedida especial: a Série Ouro, citada como limitada a 1.500 unidades.

Isso ajuda a explicar por que tanta gente trata essa versão como item de coleção. Ela carrega o peso simbólico do “último ato” do Fusca nacional.

8) O Fusca não foi só um carro, foi uma plataforma que gerou outros projetos com DNA brasileiro

O sucesso e a base técnica do Fusca abriram caminho para derivações e projetos que dialogaram com necessidades locais, como carro para família, estrada, uso misto.

Há fontes que citam como a Volkswagen aproveitou a base para desenvolver outros modelos no país.

Na prática, o Fusca ajudou a consolidar uma “linguagem” de produto no Brasil: resistência, manutenção possível e projeto pensado para a vida real.

9) O fim do Fusca clássico aconteceu no México, e o Brasil assistiu de camarote

Mesmo depois do Brasil encerrar sua produção, o Fusca clássico seguiu vivo em outros lugares.

O último Fusca “raiz” saiu da linha em Puebla, no México, em 30 de julho de 2003, encerrando uma era industrial gigantesca.

Para muitos brasileiros, isso teve gosto de encerramento definitivo, já que o Fusca sempre foi parte do nosso imaginário de rua, de família e de estrada.

10) O Fusca virou cultura de encontro no Brasil, com clubes e eventos que atravessam gerações

O país tem uma tradição forte de clubes e encontros, com celebrações específicas no Dia Nacional do Fusca em várias cidades.

E essa cultura tem um efeito curioso: ela mantém o carro vivo socialmente. Não é só preservação mecânica. É vínculo entre pessoas, histórias e identidade. No fim, o Fusca vira ponto de encontro, não só meio de transporte.

Legado que continua na rua e na memória

O Dia do Fusca reforça algo que o tempo só confirmou: esse carro ultrapassou a função de transporte e virou parte da história do Brasil. 💚🧡

Ele acompanhou mudanças econômicas, hábitos de consumo e memórias familiares, sempre com simplicidade, resistência e carisma. Por isso, continua relevante mesmo décadas depois do fim da produção.

Se você gosta de carros que carregam valor histórico e cultural, vale dar o próximo passo nessa leitura.

Aproveite para conferir também nosso artigo sobre carro placa preta e entender o que transforma um modelo clássico em patrimônio reconhecido. É um jeito de aprofundar ainda mais essa relação entre automóveis, memória e identidade.

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