Carros a diesel: 5 opções de seminovos com bom custo-benefício
Diesel tem um apelo bem direto. Torque forte logo em baixa rotação, autonomia boa para estrada e uma sensação de robustez que combina com rotina puxada e viagem longa.
Para quem procura um carro seminovo, isso costuma virar um ótimo negócio, principalmente quando a prioridade é força e eficiência no uso real.

Só vale ajustar a expectativa: “diesel barato” quase nunca significa preço baixo absoluto. Muitos dos melhores candidatos são picapes e SUVs médios, então o custo benefício aparece no conjunto, consumo, durabilidade, capacidade e revenda.
A seguir, entram cinco opções que costumam valer a pena e os pontos que merecem atenção antes da compra. Vamos nessa?
1) Chevrolet S10
A S10 é aquela escolha que raramente surpreende negativamente. O motor 2.8 turbodiesel entrega torque forte, bom fôlego em retomadas e vocação clara para estrada, carga e reboque.
No uso diário, ela equilibra robustez com um pacote de equipamentos que costuma ser honesto, mesmo fora do topo de linha.


Consumo varia por versão e uso, mas a própria referência de mercado para a linha 2018 cita médias na casa de 8,7 km por litro na cidade e 11,3 km por litro na estrada, o que explica a fama de boa autonomia em viagens.
Média aproximada de preço FIPE (S10 2018 diesel): cerca de R$ 135 mil, considerando as versões diesel listadas na tabela daquele ano.
2) Ford Ranger
A Ranger costuma agradar por dois motivos: sensação de picape firme e motor diesel que entrega força com facilidade.
Para quem pega estrada com frequência, ela passa confiança em retomadas e ultrapassagens. Em uso mais pesado, ela também tem boa reputação de robustez.


Na referência de consumo para a linha 2018, aparece média de 8,3 km por litro na cidade e 9,5 km por litro na estrada, números que fazem sentido para uma picape média diesel, com foco em torque e capacidade.
Média aproximada de preço FIPE (Ranger 2018 diesel): cerca de R$ 124 mil, considerando versões diesel listadas naquele ano.
3) Volkswagen Amarok
A Amarok se destaca por entregar uma dirigibilidade que foge do padrão mais bruto das picapes médias.
A suspensão bem acertada, a posição de dirigir confortável e a estabilidade em velocidade de cruzeiro fazem com que ela se aproxime mais da sensação de um SUV grande do que de um veículo de trabalho puro.


Os motores diesel oferecem torque em abundância desde cedo, o que facilita ultrapassagens e mantém o ritmo na estrada com menos esforço. No uso diário, isso se traduz em rodar mais solto, com menos trocas de marcha e boa resposta mesmo com carga.
Para quem procura uma picape seminova que funcione bem tanto na estrada quanto na rotina urbana, a Amarok costuma ser uma escolha equilibrada.
Média aproximada de preço FIPE (Amarok 2018 diesel): cerca de R$ 117 mil, considerando as versões diesel listadas na referência do ano.
4) Toyota Hilux
Quando o assunto é durabilidade, a Hilux aparece como referência porque entrega um conjunto feito para aguentar uso pesado sem drama.
Motor diesel forte, projeto consolidado e uma reputação construída em frota, estrada e trabalho duro. No volante, ela passa aquela sensação de picape “sólida”, com estrutura firme e comportamento previsível, principalmente em rodovia.
No mercado de seminovos, isso vira vantagem dupla. Primeiro, a Hilux costuma ter boa liquidez, então não fica encalhada quando chega a hora de trocar.


Segundo, ela segura valor acima da média do segmento, o que melhora o custo benefício no longo prazo, mesmo quando o preço de compra parece mais alto.
A recomendação aqui é simples: procure histórico de manutenção bem documentado e avalie com calma itens de desgaste de uso severo, como pneus, freios e componentes de suspensão, porque muita unidade viveu rotina de carga e estrada.
Média aproximada de preço FIPE (Hilux 2018 diesel): cerca de R$ 164 mil, considerando as versões diesel listadas naquele ano.
5) Jeep Compass
Para quem quer diesel sem entrar no universo das picapes, o Compass aparece como um dos caminhos mais racionais.
Ele entrega o principal motivo de se escolher diesel, torque forte em baixa rotação, com a proposta típica de SUV: posição alta de dirigir, bom nível de conforto e cabine bem isolada para viagens longas.
No uso real, o motor turbodiesel ajuda muito em retomadas e em subidas, principalmente com o carro cheio ou com bagagem.
Em estrada, ele mantém velocidade de cruzeiro com facilidade e costuma exigir menos do acelerador, o que favorece consumo e autonomia. É um tipo de conjunto que combina bem com quem roda bastante e quer um SUV para família, sem abrir mão de força.


No mercado de seminovos, o Compass diesel também tem um apelo prático: costuma oferecer um pacote de equipamentos completo e sensação de carro mais “bem servido” do que muitos concorrentes da mesma faixa.
A dica é observar histórico de revisões, checar funcionamento de câmbio e resposta em aceleração moderada, além de confirmar que não há luz de advertência no painel e que a entrega de torque vem de forma linear, sem engasgos.
Como referência de valor FIPE, uma versão diesel 2018 aparece com R$ 105.312 em janeiro de 2026, o que ajuda a ter uma régua de mercado para negociação.
Escolha certa e compra mais segura
No mercado brasileiro, o diesel segue com um papel bem definido. Ele não é para todo mundo, mas para quem roda bastante, pega estrada com frequência ou precisa de força de verdade, continua sendo uma escolha lógica.
Torque em baixa rotação, autonomia elevada e durabilidade mecânica ajudam esses modelos a envelhecer bem, o que explica por que picapes e SUVs a diesel mantêm procura firme mesmo depois de alguns anos de uso.

No universo dos seminovos, isso fica ainda mais claro, já que o custo benefício aparece no uso, na resistência ao tempo e na revenda.
A chave está em escolher um modelo que combine com sua rotina e em avaliar histórico e estado geral com atenção.
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