BYD Bao 5: como é o SUV off-road da nova submarca da BYD?
2026 já chegou com um recado claro: off-road não vive só de força bruta, e o BYD Bao 5 prova isso ao unir tração 4×4, torque elétrico e proposta premium no mesmo SUV.
A BYD decidiu jogar pesado no segmento de SUV off-road premium e o Bao 5 é a vitrine dessa nova fase.
Criado pela Fang Cheng Bao, divisão da BYD voltada a modelos mais exclusivos, ele nasce com a missão de unir robustez de trilha e refinamento de carro de luxo, no estilo de referências como Land Rover Defender, Jeep Wrangler e Ford Bronco.
O destaque está no conjunto híbrido plug-in: motor 1.5 turbo a gasolina aliado a dois motores elétricos, com tração 4×4 e plataforma DMO, pensada para uso fora de estrada.

Com 686 cv, quase 700cv, muito torque e autonomia elétrica de 125 km no ciclo CLTC, o Bao 5 se apresenta como um novo SUV para 2026 que quer chamar atenção tanto pelo desempenho quanto pela tecnologia.
Linhas quadradas e postura parruda
O desenho do BYD Bao 5 aposta em volumes retos, para choques altos e uma postura que comunica robustez. O visual não existe só por estética: altura livre do solo, proteções e proporções típicas de 4×4 reforçam o objetivo de enfrentar terra, lama e pedra.
Aqui, o acabamento e a sensação premium entram como parte do conjunto, não como adereço. E, claro, medidas importam num SUV desse tipo porque definem espaço interno, estabilidade e ângulos fora de estrada.

O BYD Bao 5 tem cerca de 4,89 metros de comprimento, 1,97 metro de largura e 1,92 metro de altura, com entre eixos na casa dos 2,80 metros. Esse conjunto coloca o SUV claramente no grupo dos utilitários grandes, muito próximo em porte de um Land Rover Defender de cinco portas, por exemplo.
Essas medidas explicam bastante coisa. O entre eixos mais longo favorece uma cabine ampla, com bom espaço para pernas na segunda fileira e um porta malas mais funcional para uso familiar ou viagens longas.
No asfalto, o comprimento e a largura ajudam na estabilidade em velocidade, algo importante num SUV pesado e com quase 700cv.
Ao mesmo tempo, o projeto tenta não comprometer o uso off-road. Mesmo com quase cinco metros de comprimento, os ângulos de ataque e saída de 35 e 32 graus indicam balanços bem trabalhados, evitando que o tamanho vire um problema em rampas, valetas e trilhas mais técnicas.
É esse equilíbrio entre porte grande, espaço interno e geometria de fora de estrada que define o Bao 5 como um utilitário de proposta séria, não apenas um SUV com visual aventureiro.

Plataforma DMO
A base DMO, também chamada de sistema dual mode off-road, organiza a lógica do carro: distribuição de força, resposta de acelerador, controle de tração e atuação do conjunto híbrido sob demanda.
Em vez de tratar eletrificação só como eficiência, a BYD usa a plataforma para entregar controle fino em baixa velocidade, com força imediata e comportamento mais previsível em pisos de pouca aderência.
Vale observar também que o coração do Bao 5 é a arquitetura que combina um motor 1.5 turbo a gasolina com dois motores elétricos, um dianteiro e outro traseiro.
Esse arranjo permite tração 4×4 sem depender exclusivamente de um eixo mecânico tradicional, além de criar diferentes estratégias de entrega de potência.


Suspensão DiSus-P
A suspensão DiSus-P entra como uma assinatura tecnológica da BYD para elevar conforto e controle. Em tese, ela ajusta comportamento conforme piso e modo, o que pode significar mais estabilidade no asfalto e mais capacidade de absorção em terra.
Some a isso o gerenciamento de diferencial e controles de tração, e o Bao 5 tenta entregar um 4×4 moderno, com atuação eletrônica para distribuir força onde faz sentido.
Autonomia, o que você precisa saber?
A autonomia do Bao 5 é de 125 km no ciclo CLTC, e o importante aqui é entender o contexto. O ciclo chinês tende a ser mais otimista do que padrões de outras regiões, então o alcance real varia conforme velocidade, temperatura, carga e terreno.
Ainda assim, 125 km apenas usando as baterias serve bem para rotina urbana e deslocamentos curtos, deixando o motor a gasolina como apoio para viagens e para quando a trilha exige mais energia contínua.
Quando aparece a promessa de 1.200 km de autonomia total, ela depende de tanque cheio e bateria carregada, além do padrão de medição.
O ganho prático é a flexibilidade: rodar no elétrico na cidade e manter alcance grande para estrada, sem ansiedade de recarga. Esse tipo de proposta coloca o SUV híbrido num ponto interessante para quem quer eletrificação sem abrir mão de viagens longas.
Outra questão: em utilitários pesados, consumo médio costuma ser o ponto fraco. Num híbrido plug in, a conta muda: parte do trajeto acontece no elétrico, e o motor a gasolina trabalha em faixas mais eficientes em algumas condições.
O resultado depende de rotina, recarga e do quanto o motorista usa o modo elétrico. Sem recarga, o sistema perde boa parte da vantagem, então esse item precisa aparecer de forma honesta no artigo.



*Crédito das Imagens: BYD & Cars News
Luxo 4×4 com DNA BYD
O preço do Bao 5 deixa claro o posicionamento premium da Fang Cheng Bao dentro da BYD. Na China, o BYD Bao 5 aparece hoje na faixa de 239.800 a 302.800 yuans, depois de um reajuste para baixo, com média em torno de 270 mil yuans conforme a versão e o pacote de equipamentos.
Com base na conversão direta mais recente, o preço do Bao 5 fica aproximadamente entre R$ 135.000 e R$ 170.000.
Para quem ele faz mais sentido?
Para o público que quer um SUV híbrido plug in com pegada off-road de verdade, mas não abre mão de conforto e de um interior mais sofisticado.
É o perfil de quem gosta da ideia de um Land Rover Defender, só que procura uma leitura mais tecnológica, com motores elétricos entregando torque imediato e uma experiência mais moderna no dia a dia.
Também cai bem para quem roda muito em cidade e quer usar o modo elétrico em boa parte da rotina, além de ter um 4×4 competente para viagens e trilhas.
E onde entra a picape Shark nessa conversa?
Ela mostra a estratégia da BYD de ocupar dois territórios ao mesmo tempo: SUV off-road premium com o Bao 5, e picape eletrificada com a BYD Shark, que já teve anúncio de lançamento no Brasil com preço divulgado na faixa de R$ 379.800 em versão única, reforçando o apetite da marca por segmentos mais caros e de imagem forte.
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